Tradutor

Jacopo Barozzi da Vignola  (1583), diagrama da perspetiva.
Fonte: Biblioteca de Bolonha.


O design, de forma geral, absorveu na sua prática quotidiana os modelos emergentes da estratégia da investigação-ação (McGill & Brockbank, 2004) tal como a entendida e denominada pelo seu proponente (Revans, 1978, 1980, 1983) aprendizagem-ação – em inglês action learning. Esta estratégia radicalmente inovadora consiste num processo educativo onde cada participante reflete sobre as implicações das suas próprias ações ou experiências, de forma interativa, normalmente apoiado por um mentor ou coach em inglês, de maneira a poderem-se obter melhorias no desempenho. Embora parta de princípios semelhantes, não é inteiramente igual às estratégias de aprendizagem através das analogias ou exemplos. Normalmente é praticada aos pares ou por equipas pequenas. Enquanto método, é peculiarmente adaptado a adultos, pois a autonomia permite reexaminar as próprias ações com vista à obtenção de melhorias futuras. O reconhecimento da capacidade de funcionar bem em contextos como os da prática do design, onde ocorrem e coabitam múltiplas questões e que, não raras vezes, são antagónicas, decorre da sua natureza multidisciplinar, que contrasta com a aprendizagem científica centrada na apresentação do conhecimento.


McGill, I., & Brockbank, A. (2004). The action learning handbook : powerful techniques for education, training and professional development. London: RoutledgeFalmer.
Revans, R. W. (1978). ABC of action learning. London: Action learning trust.


As representações visuais foram utilizadas e também analisadas, reflectidas, tanto no design como nas ciências sociais ao longo dos seus percursos históricos. A reflexão faz levantar duas situações; o seu papel como ferramentas e a importância como linguagem e documentação. Enquanto ferramentas servem para registo, e é inerente à estrutura e à prática do trabalho quer dos cientistas sociais quer dos designers. Já no que corresponde à segunda situação, linguagem e documento, o percurso seguido pelos designers e pelos cientistas sociais separou-se nos anos 60 quando nas ciências sociais nomeadamente na antropologia e sociologia visuais se separou metodologicamente o fazer representações visuais,  construir documentação gráfica de suporte ao conhecimento, o examinar imagens visuais pré-existentes, no sentido de encontrar informação nas imagens sobre a sociedade, o colaborar com os vários actores sociais na construção de representações visuais (Banks, 2001, pp. 13-42) (Knowles & Sweetman, 2004, p. 30).